SECHOBAR celebra Morar BC: reivindicação histórica dos trabalhadores vira política pública em Balneário Camboriú

Balneário Camboriú deu um passo decisivo para se tornar uma cidade de fato para todos. Na manhã desta sexta-feira (9), o Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares (SECHOBAR) esteve no gabinete da prefeita Juliana Pavan para acompanhar a apresentação do Morar BC, programa habitacional que atende a uma reivindicação levada pela categoria há três anos.
A origem do projeto remonta à campanha eleitoral, quando a prefeita visitou a sede do SECHOBAR e recebeu, das mãos da presidente Olga Ferreira, um rol de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da hotelaria e gastronomia. Entre elas, estava a moradia social — hoje concretizada no Morar BC.
Apresentado em audiência pública na Câmara de Vereadores, o programa prevê a oferta gradual de até 8 mil unidades habitacionais acessíveis entre 2027 e 2032, com investimento de mais de R$ 100 milhões em incentivos municipais. A primeira etapa (2027–2028) contempla 2 mil unidades; outras 3 mil estão previstas para 2029–2030 e mais 3 mil para 2031–2032.
O público prioritário são famílias em cinco faixas de renda — até R$ 3,2 mil, R$ 5 mil, R$ 9,6 mil, R$ 13 mil e R$ 18 mil — com prioridade para quem trabalha no município e mora em outras localidades, moradores de áreas de risco, mulheres chefes de família e idosos.
Para o SECHOBAR, o projeto representa mais do que moradia: representa esperança para quem constrói e sustenta a cidade todos os dias. A presidente Olga Ferreira reforçou o compromisso da categoria com uma cidade mais justa:
"Nós queremos um Balneário Camboriú para todos — não só para quem pode comprar apartamentos de milhões de reais. O trabalhador que atua aqui, que ajuda a erguer essa cidade, também precisa ter acesso à habitação. É desesperançoso trabalhar aqui e não conseguir morar aqui."

A fala ecoa uma realidade conhecida da categoria: assim como o segmento da construção civil ergue prédios sem ter acesso fácil à habitação, os trabalhadores da hotelaria e gastronomia sustentam o turismo e o crescimento da cidade sem conseguir nela se fixar.
O SECHOBAR segue acompanhando o projeto, que deve ser encaminhado ao Legislativo nas próximas semanas, e reafirma seu compromisso de lutar por políticas que garantam dignidade, moradia e qualidade de vida à categoria.





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