Justiça indeniza garçonete obrigada a servir vodka adulterada

10/21/2015

 

Uma garçonete que trabalhou por um ano na Confraria das Artes, casa noturna que funcionava na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, ganhou na Justiça do Trabalho uma indenização de R$ 80 mil por danos morais após comprovar que era obrigada a servir aos clientes bebidas adulteradas e garrafas plásticas reaproveitadas do lixo, preenchidas com água da torneira. Os ex-proprietários da casa - que hoje funciona com outro nome - negaram as acusações e recorreram da decisão. As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC).

 

Segundo o depoimento da garçonete, a adulteração das bebidas — prática batizada internamente de “bebida fake” (bebida falsa) — era rotineira e conduzida pela própria chefe do bar. Uma das fraudes mais comuns consistia em usar vodkas populares, como Smirnoff, em garrafas de marcas famosas, como a vodka francesa Ciroc, uma das mais sofisticadas do mundo, cujo valor pode chegar a R$ 300 a garrafa.

 

Após analisar as provas, o juiz da 6ª Vara do Trabalho de Florianópolis Paulo André Cardoso Botto Jacon concluiu que a fraude foi praticada e classificou a prática como “repugnante” e “mesquinha”. Para o magistrado, as ordens ilegais colocavam os empregados em situação de risco, pois os clientes poderiam perceber a fraude e reagir de forma agressiva.“É preciso lembrar que o efeito do álcool constitui elemento gerador de eventual destempero emocional, levando do estado de prazer ao descontrole em questão de segundos”, observou o magistrado, ressaltando que o valor da condenação tem “caráter pedagógico” para proteger o consumidor e desestimular a prática econômica desleal.

 

Mais irregularidadesA condenação também levou em conta outras ordens ilegais da gerente, que orientava a garçonete a não incomodar clientes que estivessem usando drogas ou fazendo atos impróprios, já que eram “pessoas do alto escalão”, que gastavam até R$ 40 mil em uma única noite e, de acordo com o relato da funcionária, “não haveria o que ser dito”.A garçonete também contou que tinha de preparar curativos de clientes que passavam mal ou se envolviam em brigas. Segundo testemunhas, a sala reservada à empregada funcionava como um “pequeno ambulatório”.

LEIA MAIS:

Please reload

Destaques

Camboriú Praia Hotel leva título do 20º Campeonato de Futebol

09/08/2017

1/1
Please reload

+ NOTÍCIAS
Please reload

Please reload

Leia mais
Veja no mapa
Siga-nos
Encontre-nos

 

​Rua 600, nº 711

Centro 

Balneário Camboriú

 

47  3367-4548
47  3363-2991

  47  3367–6309

atendimento@sechobar.com.br

 

 

  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
Mapa do site

© 2015 by SECHOBAR. Design by Oficina > Birô de Criação